Enquanto eu tomava um café, pensava em como eram maravilhosas as manhãs do dia das mães antigamente. Acordar sem fazer barulho, embrulhar o presente, escrever o cartão, acordá-la e esperar por aquele sorrisão logo após eu chamar: mãe!
Essa palavrinha tão pequena costumava ser uma das minhas favoritas. Eu dizia o tempo todo, repetia e repetia, até ela se encher e dizer: que foi, menina?! Eu sorria e dizia: nada, não, só pra te chamar mesmo…
Eu acho que lá no fundo, eu sabia, eu previ:
Levando em consideração o que dizem os espíritas, que escolhemos toda a nossa trajetória de vida antes de vir para este planeta, quero crer que nesses momentos meu subconsciente tentava me avisar que a contagem estava rolando, e que ela era regressiva…
Nos primeiros anos, a revolta. Eu não conseguia aceitar que esse dia continuava existindo, sendo que eu não tinha mais a minha razão para comemorá-lo. Depois, o acolhimento que as minhas várias “mães” me proporcionaram tornou esse dia menos dolorido, exceto pelas lembranças que insistem em aparecer mente a fora, resultando em olhos marejados em meio a sorrisos sem graça.
O sentimento segue aqui, tal como a parte oculta de um iceberg do qual vemos apenas a pontinha.
E se daqui, do meu lugar de fala, eu posso dar um conselho, esse seria: se você ainda tem mãe, esteja presente na vida dela, mas não uma presença obrigatória. Leve para passear, tire fotos, escute, viva COM ela, porque ela viveu muito tempo por você.
E você, que é mãe, ensine o seu filho a valorizar este momento com você. Como? Vivendo COM ele. Passeiem, se divertiam, conversem, se conheçam e se amem como as almas gêmeas divinas que vocês são. No fim, são essas lembranças que vão salvar vocês da revolta.
E nunca, jamais, se esqueça: o amor da sua vida é a sua mãe, que dividiu a vida dela com você.
Feliz dia das mães!
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